Bacias hídricas de ST terminaram ano de 2015 no limite do volume morto

Do Âncora do Sertão
Gerente do IPA em Serra Talhada. Foto: Weider Mavial / Âncora

Gerente do IPA em Serra Talhada. Foto: Weider Mavial / Âncora

Nessa quarta-feira (13), o Gerente Regional do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), fez um balanço das atividades de 2015, discutindo uma previsão animadora para o ano de 2016.

Fernando Nogueira – Gerente Regional do IPA em Serra Talhada, esclareceu que mesmo com as dificuldades encontradas pela falta d’água nos reservatórios, não deixou faltar água onde foi solicitado, não deixando o instituto de fazer seu trabalho. Tratou que não somente na distribuição d’água, mas também no nas ações promovidas como as perfurações e instalações de poços, construções de adutoras em todos os municípios que envolvem a regional de Serra Talhada, proporcionaram que o agricultor tivesse a disponibilidade de água nesse período de 2015 que foi um ano de perda total do plantio de milho e feijão, dificultando também na alimentação de animais e do próprio abastecimento pra matar a cede dos animais e da população.

As ações propiciaram aos agricultores vender menos e até mesmo deslocarem seus animais para outras fazendas, sendo que alguns chegaram a gastaram do seu bolso para pagar a escavação de um poço.

“Na parte de ‘matar a sede’ humana, tentamos cumprir de forma efetiva, juntando IPA, exército e prefeitura, responsáveis pelos pipas que estavam rodando nesse período, considerando cerca de 36 pipas destas 3 instituições. De forma conjunta sempre estávamos conversando e reunindo-se com o conselho para levar os problemas de forma que nesse período conseguíssemos atender a demanda, não da forma como o próprio agricultor quer, mas de forma técnica, considerando a quantidade necessária pra um agricultor consumir por dia, e, acredito que levamos água pra essas pessoas no ano de 2015”, relatou Fernando.

Falou ainda sobre as comunidades que estão encontrando dificuldades tanto pela falta de chuva, quanto de abastecimento que acaba por vezes, demorando a chegar.
Destacou que no ano de 2015, praticamente todos os municípios tiveram problemas com abastecimento, mas hoje, toda região de Água Branca, Bernardo Vieira, Santa Rita, a região norte do município de Serra Talhada, foram “atendidos” com as chuvas que ocorreram. Já a região sul entre Ponta da Serra, Tauapiranga e a região do Riacho São Domingos, estão muito carente, mesmo com as chuvas, que não foram suficientes para o acúmulo de água, ainda necessitando de auxílio – “continuamos com as ações da operação Seca através de distribuição de água por meio de carro-pipa.” – Disse, garantindo a permanência da operação de abastecimento de água na zona rural.

Relatou também da previsão para 2016 fazendo um comparativo com 2015 – Será mantido o mesmo cronograma, pois serviu muito bem ano passado e que com esse início de ano com chuva, espera diminuir o uso dos carros pipas e que chova o bastante para encher as cisternas dos agricultores e os reservatórios.

Um dos pontos negativos apontado, foi o fato de que praticamente 80% a 90% dos reservatórios entraram em colapso porque nos últimos 4 anos não houve chuva, e a tendência era a diminuição do volume d’água: “Nesse ano de 2015 chegaram praticamente no limite de volume morto, Jazigo, Cachoeira, Saco e Serrinha. Todos eles estão trabalhando em um volume, praticamente morto.”

Contudo, logo animou os agricultores e a população em geral – “O Cachoeira teve uma queda muito grande, mas com essas chuvas teve uma recuperação, que a bacia é muito boa e recebeu água na bacia. O Saco vai se recuperar de acordo com a chuva que cair na bacia. Já Jazigo e Serrinha que dependem praticamente do Rio Pajeú, esperamos que chova na bacia e que esses dois reservatórios acumulem água no decorrer do ano”, declarou o gerente.

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