Empresária avalia o comércio de roupas em Serra Talhada

Do Âncora do Sertão
Scarlatte

Dona da Loja Scarlett. Foto: Robério Sá / Âncora

A série de reportagens do  Âncora do Sertão segue trazendo mais uma entrevista abordando os moldes  da  crise econômica que o país enfrenta. Neste inicio de 2016, as empresas estão apostando em inovação, promoções e atendimento personalizado para vencer as dificuldades. A empresária Eliene Gomes do Santos, proprietária da Loja Scarlett, com 24 anos de história, relata que a crise antiga não carregava o mote da informação rápida e alarmante que a imprensa e a internet proporcionam hoje. Na visão da empresária, hoje os acontecimentos são mais detalhados e o consumidor logo fica informado.

 Âncora: Como a senhora avalia as vendas: comparando dezembro/2014 e dezembro/2015 e quais as expectivas das pessoas para inovações e investimentos em novos modelos de roupas para 2016?

Eliene: As vendas caíram, mas não foi tão ruim. Digamos que caiu apenas 30%. Quanto a expectativa, tem muita. Sempre vou em feiras de moda. Esse ano vou a uma que é a melhor do Brasil e quero trazer novidades, pois as pessoas gostam de novidades. Nós que trabalhamos com moda, não vendemos roupas, não vendemos sapatos, vendemos sonhos e as pessoas gostam de sonhar, apesar da crise.

Âncora: Como pretende inovar no atendimento? Pensa em desfile de moda? Esses eventos de miss, mister, a senhora vê como positivo para lojas de moda?

Eliene: Tudo o que vier a agregar é positivo. Tudo o que a gente puder criar, inventar, reinventar, copiar e aperfeiçoar, tudo o que puder fazer, é válido agora. Assim, gostaria sim, de investir em um desfile de moda. 

A velocidade das informações acabou por fazer com que as pessoas sejam mais informadas e, hoje, vendo os acontecimentos, elas tem medo de gastar, de ficar devendo. A internet hoje é o meio mais rápido pra tudo. 

Âncora: Como funciona a questão de ofertar ao cliente os preços e valores agregados ao produto?

Eliene: O cliente de hoje é mais exigente. Gosta de coisas boas, e quer um preço bom. Assim, têm-se que se “rebolar” para unir preço a qualidade. Vendo várias marcas, e hoje, os clientes procuram a minha marca, Scarlett.

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