No Hospam, paciente sofre aflição após município não arcar com despesas da ambulância

Âncora do Sertão
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Paciente acamada precisando de ambulância. Foto: Joseane Melo / Âncora

Nessa sexta-feira (29), uma família de Mirandiba passou constrangimento após precisar de uma ambulância para transferir uma paciente do município que estava internada no Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.

O senhor Elvis Presley de Carvalho, 45 anos, autônomo, estava com sua sogra internada no hospital de Serra Talhada com um quadro grave e precisava transferi-la para outro município, mas a secretária de saúde de Mirandiba não possuía recursos para pagar a diária do motorista da ambulância e muito menos para colocar combustível no veículo.

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“Minha sogra tem um problema de volvo e suspeita de chagas, fora isso já foi feitas duas cirurgias para retirar parte do seu intestino. Ao chegar à emergência do regional, o médico resolveu encaminhar pra Caruaru a fim de realizar uma cirurgia por falta de vaga na UTI de Serra Talhada. Já que a paciente mora em Mirandiba, a assistente social contactou o pessoal da unidade mista da referida cidade, que responderam: ‘a ambulância está no hospital, mas não possuí combustível pra ir até Caruaru e voltar e o motorista não poderia sair sem a diária dele’,” relata o sogro.

De acordo com informações, a situação na saúde de Mirandiba é precária e a Prefeitura Municipal não vem realizando uma administração eficiente nos cuidados à saúde dos cidadãos. Ainda segundo Elvis, os hospitais estão acabados e precisam receber melhorias urgentes para atender a população com mais dignidade.

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“Conversei com a diretora do hospital de Mirandiba, e ela disse que a família teria que pagar o combustível da volta. Isso é uma coisa ridícula, o município não ter condições de abastecer o tanque de uma ambulância para levar um paciente grave”, reclamou da gestão municipal, do prefeito Bartolomeu Tiburtino.

A secretaria municipal de Mirandiba por fim, autorizou a vinda da ambulância, mas a secretária de saúde estaria pagando com dinheiro do seu bolso as despesas, e só depois seria reembolsada pela poder executivo.

No final da denúncia, Elvis relata a situação difícil da saúde no município – “ Já trabalhei no município e antes era diferente. Minha sogra ficou internada ontem (28) e ela estava no quarto dos homens por que não tinham vagas nos quartos femininos, então estava junto homem e mulher num quarto só (…) O município alega que não tem dinheiro pra abastecer um veículo? É uma coisa absurda. Você entrar na unidade mista é uma coisa absurda, as paredes caindo por causa do morfo”, discorreu.

Em contato com Elvis, nesta segunda-feira (01) a ambulância não chegou e o Hospam fez o encaminhamento da paciente com uma dos seus veículos, até a cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

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